Arquivo do mês: agosto 2010

Processos criativos intersubjetivos – uma breve história

Quando se fala em processos colaborativos na atualidade por vezes existe uma tendência a enxergá-los como fenômenos extremamente originais e até mesmo revolucionários. Isto acontece, acredito, por uma ausência de uma reflexão mais calcada na história das práticas sociais.

Exatamente para fugir dessa visão, a meu ver equivocada, tenho buscado entender os processos autorais intersubjetivos que hoje têm lugar nas redes interativas como parte da história da autoria.

Nesse estudo, pude constatar que de fato a noção da autoria como algo de natureza individual e subjetiva surgiu num momento específico da História, momento esse marcado, não por acaso, por uma ênfase na autonomia, na racionalidade e na interioridade: a Modernidade.

A noção da autoria como um processo individual ganha ainda mais força no período do Romantismo, quando as qualidades subjetivas são ainda mais acentuadas. Uma qualidade muito própria, um talento único, destaca o gênio criador dos meros copiadores.

Mas antes disso, os processos criadores eram predominantemente colaborativos, feitos das intervenções de diversos agentes co-autores.

A questão homérica, por exemplo, tem ocupado pesquisadores há séculos, tentando decifrar afinal quem é o autor de Ilíada e Odisséia. Não existem provas definitivas a respeito, mas muitos pesquisadores acreditam que as obras são um registro de criações coletivas oriundas da cultura oral e que o nome Homero pode ser de uma pessoa que tenha liderado essa escrita ou somente um tipo de chancela cultural – como um carimbo na forma de uma assinatura – para validar aquele conteúdo.

Na Idade Média, o ofício coletivo da escrita é bem conhecido. Diferentes agentes eram os responsáveis pelo manuscrito de livros: o copista, o compilador, o comentador e o autor. As marginálias dos livros, com o registro de comentários, perfaziam uma segunda obra, com as interpretações do conteúdo original.

Essa breve passagem pela história da autoria serve para mostrar como os processos criativos colaborativos foram a regra na maior parte do tempo. E mesmo no período em que esse processo ganhou um perfil mais individualizado, ainda podemos questionar até que ponto a inspiração subjetiva não é fruto da própria cultura que é, por definição, coletiva. Como afirmou Barthes, em seu célebre artigo “A Morte do Autor”: “o texto é um tecido oriundo de mil focos da cultura”.

Então, quando vemos hoje a grande disseminação de projetos de autoria coletiva na rede, devemos entendê-los como um retorno dessas práticas sociais mais antigas que estiveram em certo desuso durante algum período.

A questão é que hoje temos também o individual como parte da configuração dessa autoria em rede. Como argumenta o professor Jean-Louis Weissberg, o que observamos é a existência de um “autor em coletivo”, uma produção coletiva, sem dúvida, mas na qual a nomeação, ou o crédito, de cada contribuição deve ser explicitamente registrada, a fim de que possa participar de uma economia do dom, na qual a reputação desempenha um papel fundamental.

Levantei aqui alguns pontos, de forma bem sucinta, de argumentos que desenvolvi de forma mais profunda no artigo “O que é a autoria em rede?”, que está disponível na página Escritos, neste blog.

Acredito que essas reflexões ajudem também a pensar uma série de fenômenos atuais, interligados, como a cultura do remix e a pirataria, para citar apenas alguns. Pretendo abordar esses desdobramentos em posts futuros.

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Apresentação no Acta Media 8

Estive ontem na ECA/USP para participar do Acta Media In-Pacto 8º Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital. O tema de minha apresentação foi ”Processos criativos intersubjetivos – a autoria colaborativa em rede”. Este foi o terceiro Acta do qual participei e, como sempre, foi uma grande oportunidade de trocar ideias com outros pesquisadores e interessados no mesmo tema.

Assista abaixo aos slides da apresentação, com algumas referências e links dos sites e blogs que citei.

Ainda esta semana, pretendo comentar um pouco mais os argumentos que apresentei. Todos os comentários e feedbacks serão super bem-vindos.

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La Plissure du Texte, projeto pioneiro de autoria em rede

Um conto de fadas criado de forma colaborativa a nível mundial. Uma ideia nova? Nem tanto. Este foi o mote do projeto La Plissure du Texte, coordenado por Roy Ascott nos idos de 1983, como parte do Electra, Electricity and Electronics in the Art of the XXth Century, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris.

Inspirado em parte no texto Le plaisir du texte,  de Roland Barthes, especialmente no seu conceito de juissance (prazer), o artista resolveu criar um experimento da telemática da utopia para, em suas palavras: “ (dar/oferecer) prazer narrativo  no contexto de sistemas abertos de tempo não-linear (assincrônico) e de espaço ilimitado (não-localizável)”.

Pensou então em um projeto que envolvesse caminhos associativos múltiplos para criação de uma narrativa de forma assíncrona, de múltiplos níveis e não linear. Para isso, se baseou na estrutura narrativa e na morfologia dos contos de fadas de Vladimir Propp, formada por sete dramatis personae: o vilão, o doador, o ajudante, a princesa, o mensageiro, o herói e o falso herói (ou anti-herói).

Ascott fez circular panfletos e anúncios na imprensa, como este:



E postou no sistema Artex uma mensagem que pode ser resumida assim:

Dated: july 18 1983

Projeto de narrativa colaborativa, envolvendo uma rede de artistas ao redor do planeta

Objetivo: Criar um texto de conto de fadas gerado por artistas localizados na Áustria, Austrália, Canadá, Holanda, França, Havaí, Inglaterra, Gales e EUA

Papéis: Os artistas colaboradores irão gerar o texto do ponto de vista de um papel ou identidade assumidos. Cada um irá se tornar um personagem no conto de fadas, atribuído pelo organizador do projeto, como vilão, herói, falso herói, princesa, ajudante, etc.

Duração: Primeiras três semanas de dezembro.

Método: terminais de dados ligados ao IP Sharp Artbox, com terminais de exibição e cópia no Musée D’Art Moderne de la Ville de Paris.

Abaixo, as fotos dos diferentes terminais que participaram do experimento:

Como resultado, artistas e grupos de artistas em 11 cidades da Europa, América do Norte e Austrália concordaram em juntar-se ao projeto. La plissure du texte esteve ativo on-line por 24 horas, durante doze dias – de 11 a 23 de dezembro de 1983. Durante este período, centenas de “usuários” envolveram-se em um grande intertexto, na feitura de um “tecido” que não poderia ser classificado, gerando um “conto de fadas planetário”. Por conta das diferenças de fusos horários, as narrativas muitas vezes se sobrepuseram e se fragmentaram.

Veja um exemplo que mostra como a criação textual se misturou com a visual:

Aqui você tem um registro desta experiência.

Estive revendo este projeto para minha apresentação no Acta Media In-Pacto 8º Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital, que está sendo realizado de 13 a 27 de agosto em São Paulo. Na minha apresentação vou falar sobre “Processos criativos intersubjetivos – a autoria colaborativa em rede”, na próxima segunda-feira, dia 23, e vou citar alguns exemplos de autoria colaborativa.

Além do La Plissure du texte, vou abordar também algumas iniciativas atuais no Twitter, que tem em comum a proposta de uma autoria colaborativa distribuída, como o @twiterbook, no qual foram escritas cinco estórias entre 28 de julho e 21 de dezembro de 2009, através da colaboração de 67 co-autores em 135 tweets. Mais detalhes da proposta podem ser checados aqui.
Outra experiência interessante é a do Twitter Opera, que só conheci recentemente:  a criação colaborativa de uma ópera via twitter para apresentação no Royal Opera House, em Londres. Começou em 31 de julho de 2009 e continuou durante todo o mês de agosto seguinte. A apresentação da ópera foi em 5 e 6 de setembro do mesmo ano.  Esta é uma iniciativa do Projeto Deloitte Ignite Opera.

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Good Copy Bad Copy

Sobre a cultura do remix e os direitos autorais, um documentário imperdível com entrevistas com o DJ Girl Talk,  o produtor nigeriano Charles Igwe, o presidente da International Federation of the Phonografic Industry, John Kennedy, Lawrence Lessig, o criador do Creative Commons, Ronaldo Lemos, da FGV, entre outros, mostrando a tensão existente entre as novas formas de produção cultural e os interesses da indústria cultural.

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Algumas considerações e referências sobre a pirataria

Para complementar o post abaixo, com o texto do Guilherme Carboni sobre a Reforma da Lei de Direito Autoral, vou colocar aqui algumas considerações e referências sobre a pirataria.

Até pouco tempo atrás, me incomodava muito quando em congressos de Comunicação eu via algum pesquisador usando o termo pirataria para se referir às práticas de compartilhamento de bens culturais imateriais pela Internet. Afinal, é evidente que este termo foi cunhado pela indústria cultural de forma ideológica, para tentar imprimir uma imagem negativa a algo que na verdade representa uma mudança na forma como a sociedade trata e distribui textos, músicas, fotos e vídeos. E mostra a resistência dessa indústria em se adaptar a novos tempos, que a meu, vieram para ficar.

Piratas são aqueles que roubam navios, desde tempos remotos, impingindo cruéis sofrimentos às tripulações, matando os homens e violando as mulheres. Ora, por favor, bem diferente de nosostros que baixamos e subimos nossas músicas pelo Emule, ajudando a divulgar a obra de tantos artistas. De fato, não cabe nenhuma comparação.

Aí, qual não foi minha surpresa, positiva, ao ver a apresentação do trabalho de Cândida Nobre na última Compós, na PUC/RJ, na qual ela argumenta que a palavra pirataria passa por um processo de ressignificação proposto pelo próprio movimento das pessoas que buscam legitimar as práticas de compartilhamento na rede, como o Pirate Bay ou o Pirate Party, por exemplo. Sim, claro, uma boa estratégia para ganhar corações e mentes é se apropriar das palavras já disseminadas impregnando-as de um novo sentido.

Leia aqui o artigo “Os processos de ressignificação da pirataria no ciberespaço”,  de Cândida Nobre.

Como esse assunto está bastante relacionado ao tema de minha pesquisa sempre estive  acompanhando as publicações de investigações a respeito. Isto porque a pirataria também faz pensar em como o lugar do autor está se diluindo em nossa cultura de várias maneiras, inclusive a de encará-lo como o proprietário e controlador de suas criações.

Um trabalho muito interessante é o livro “Tecnobrega, o Pará reinventando o negócio da música”, de Ronaldo Lemos e Oona Castro, que mostra como vários grupos musicais do Pará vem criando uma nova maneira de fazer o negócio da música, distribuindo suas gravações praticamente de graça, para serem vendidas a preços irrisórios pelos camelôs, e com isso gerando grande públicos para suas festas de aparelhagem, grandes produções ao vivo. Eles radicalizaram uma ideia que já era fato conhecido dos músicos: dinheiro se ganha mesmo é em show. Quem ganha dinheiro com venda de CDs são as indústrias fonográficas.

Há pouco li sobre um estudo do pessoal da Fundação Getúlio Vargas, que é a base de Ronaldo Lemos, e do Overmundo, de Oona Castro, segundo o qual os números divulgados pela indústria sobre as perdas com a pirataria são no mínimo obscuros. Eles fizeram um grande levantamento dos dados citados em relatórios e não conseguiram identificar com precisão como se chegou a tais cifras. A conclusão é que se trata muito mais de uma estratégia da indústria para afirmar, para Estado e sociedade, a importância do combate à pirataria. Daí o título do estudo, “Custos e benefícios do combate à pirataria no Brasil”. Segundo eles, é importante que se tenha uma visão mais objetiva e real da questão, para que se traga mais tranqüilidade, e verdade, ao debate.

Neste link tem mais algumas informações sobre o estudo.

E aqui mais informações sobre a pesquisa e como colaborar.

Pra fechar essa rápida análise, cito ainda o artigo “Pirates of Silicon Valley: State of exception and dispossession in Web 2.0”  de Peter Jakobsson and Fredrik Stiernstedt, publicado na First Monday, que analisa como no universo da Internet a flexibilização de direitos autorais e propriedade intelectual é legitimada em alguns serviços, como as redes sociais, enquanto em outros é criminalizada, como as redes peer-to-peer.  E refletem sobre os critérios econômicos que podem estar por trás dessas escolhas.

Não há dúvida de que o tema é polêmico e que será preciso chegar a um novo pacto social sobre quais devem ser as regras para a circulação de bens imateriais na sociedade. Na minha visão, essas regras devem, acima de tudo, priorizar o desenvolvimento da cultura e da ciência, em detrimento de interesses particulares. Sem desconsiderar a necessidade de  encontrar novas formas de remunerar os trabalhadores intelectuais. Na área da música já existem várias experiências. É preciso pensá-las, e colocá-las em prática, com inovação e ousadia, para as outras áreas também.

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Quem tem medo da Reforma?

Transcrevo abaixo o artigo de Guilherme Carboni, publicado na Folha de São Paulo no dia 07/08/2010.

Muitas das críticas que vêm sendo feitas ao projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais brasileira (Lei 9.610/98), encabeçado pelo MinC, pretendem passar a idéia de que o direito autoral estaria sendo minguado em prol de um certo “dirigismo” e “intervencionismo” do Estado nessa matéria, o que não é verdade. O direito autoral, garantido aos criadores como um direito privado pelos tratados internacionais e pela nossa Constituição Federal, não está sendo atacado no projeto de reforma.

O que o texto do projeto procura deixar claro é que o direito autoral, como todo e qualquer direito privado, não é algo absoluto, devendo sofrer restrições em determinadas circunstâncias, especialmente quando o interesse público deve preponderar. Além disso, ele deve dialogar com outros direitos fundamentais, como os direitos culturais, o direito do consumidor, o direito à educação e o direito de acesso à informação e ao conhecimento. A reforma pretende trazer um melhor equilíbrio ao sistema do direito autoral, harmonizando os interesses dos titulares de direitos com os da sociedade.

Para que se possa estabelecer um melhor equilíbrio, visando a um melhor atendimento da função social do direito autoral e à promoção do desenvolvimento nacional, há que se alterar dispositivos da lei atual, alguns dos quais já foram assimilados por determinados segmentos do setor cultural, que, por essa razão, oferecem resistências às mudanças. Novos institutos também devem ser criados, como é o caso das licenças não voluntárias, que tanta polêmica tem gerado, pelo fato de permitir ao Poder Público, conceder a um particular, devidamente legitimado, mediante sua solicitação, autorização para traduzir, reproduzir, editar e expor obras protegidas, desde que a licença atenda aos interesses da ciência, da cultura, da educação ou do direito de acesso à informação, em casos expressamente estipulados pela lei, sempre mediante remuneração ao autor ou ao titular da obra.

Na busca pelo melhor balanceamento, o projeto de reforma também amplia o rol das limitações de direitos autorais, que são aquelas hipóteses em que a lei permite a livre utilização de uma obra protegida, sem a necessidade de autorização dos titulares de direitos. Nesse aspecto, há vários benefícios trazidos pela reforma, como a permissão da cópia privada (aquela feita em um único exemplar, para uso privado e sem intuito comercial); da reprodução para garantir a portabilidade ou interoperabilidade; da reprodução voltada para a preservação do suporte, tão importante nos projetos de digitalização de acervos; e do uso de obras para fins educacionais e de pesquisa.

A reforma mantém o sistema de gestão coletiva para o recolhimento de direitos autorais devidos pela execução pública de músicas, que é de responsabilidade do ECAD, além de ampliá-la para outros setores, como o do audiovisual. Antes da publicação do projeto de reforma, cogitava-se na criação de um instituto que teria um papel bastante importante na política autoral brasileira. Uma de suas funções seria a de fiscalizar o ECAD na distribuição de direitos aos autores. Infelizmente, a proposta foi considerada “estatizante” (como se a gestão coletiva passasse a ser gerida diretamente pelo Estado) e o instituto não vingou. Portanto, fica aqui a pergunta: medo de que?

Guilherme Carboni é Mestre e Doutor em Direito Civil pela Faculdade de Direito da USP. Possui Pós-doutorado pela ECA-USP. Autor do livro “Função Social do Direito de Autor”

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Por que o Google Wave não deu certo?

Recebi a notícia sobre o fim do desenvolvimento do Google Wave com algum pesar, mas não com surpresa. De fato estava já bastante claro que a plataforma não tinha rendido o esperado. Apesar de chegar com uma proposta muito interessante, a de oferecer muito mais recursos para a escrita colaborativa, no final de contas o projeto não conseguiu ganhar os usuários. Provavelmente, meu primeiro palpite, por causa de uma interface um tanto complicada e mais alguns bugs que faziam as promessas de uma comunicação distribuída em tempo real soarem exageradas.

Este post aqui faz uma boa análise dessa complicação.

Eu consegui meu convite para entrar no Wave logo na segunda leva, por conta de um amigo que trabalha na Google. E fiquei tão animada que já planejava incluí-lo entre os objetos de estudo na minha pesquisa. E realmente tinha tudo a ver com as coisas que eu estava trabalhando: um processo autoral cada vez mais dialógico por conta de uma comunicação que se aproxima de uma conversação face a face. Pensava aí na ideia da dupla lógica da remediação: o novo meio, através de uma hipermediação, isto é, com sofisticação tecnológica, buscava uma imediação, um apagar de sua própria interface, uma imitação do real. O objeto dos meus sonhos para falar da autoria colaborativa, mas…

Então fui logo querendo fazer testes, convidar pessoas e, enfim, ver aquele negócio em funcionamento. Mas aí é que a coisa emperrou. Convidei muita gente, uma boa parte entrou, alguns começaram a participar da brincadeira mas, de repente, tudo parou. E parado ficou. Passaram-se alguns meses e daí nem eu mesma entrava mais na plataforma. Pra dizer a verdade, acabei esquecendo dela. E aí vai o meu segundo palpite: com tanta coisa interessante para eu acompanhar no Facebook e no Twitter, por que ficar abrindo mais uma aba no meu browser que, no final das contas, não me oferecia nenhuma informação nova, nenhum input? Ela não foi povoada, o povo não quis ficar lá.

Isso me leva a concluir que para tentar mudar um padrão de usabilidade já muito bem estabelecido é preciso que se apresente uma interface basicamente simples, estável e funcional, que ofereça uma experiência mais interessante ou diferente daquelas que já estão aí consolidadas. Me parece que o Wave, apesar de todas as boas sacadas, não conseguiu alcançar esse patamar de qualidade. A Google agora investe numa nova rede social, o Google Me. Espera-se que seja melhor do que o Orkut, que já ficou pra trás, e do que o Buzz, que por aqui também não vingou.

Resta lamentar, sem dúvida, que uma ferramenta com recursos tão interessantes não tenha conseguido vencer os percalços e se estabelecer. Fico na torcida para que alguns desses recursos venham a ser incorporados em plataformas exclusivas para a criação textual colaborativa, como o GoogleDocs. Talvez nesse ambiente a ideia tenha mais chance de prosperar.

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