Em maio, lançamento do filme Freenet

Coerente com o espírito da internet livre, os produtores do documentário Freenet, com lançamento previsto para o início de maio próximo, procura interessados em exibir o filme em sessões abertas e gratuitas. A chamada se dirige não só a coletivos, escolas e academia, mas a todos os que queiram levar esse debate para o espaço público.

Para ser um exibidor, basta preencher e enviar este formulário

Já escrevi sobre o projeto aqui e aqui.

Reproduzo abaixo texto de divulgação do filme:

A world wide web foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão do século XXI. Com ela, não somos apenas consumidores de informação, somos também produtores. Mas o quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos, e nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais interesses? Temos privacidade? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo? Essas e outras questões são debatidas em FREENET por especialistas e ativistas como Lawrence Lessig, Nnenna Nwakanma, Sergio Amadeu da Silveira, Edward Snowden, entre muitos outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.

Assista ao trailer:

Mais informações na fanpage do Freenet.

E vamos lá, participar da rede de exibição e ajudar a colocar esse debate na rua!!

18 Comentários

Arquivado em Cultura livre, Direito Autoral, Internet Livre, Propriedade intelectual, Vigilância

18 Respostas para “Em maio, lançamento do filme Freenet

  1. Reynaldo Carvalho

    Vamos lá !!

  2. Reynaldo Carvalho

    Um filme e um livro
    Livro reúne ensaios sobre arte digital e cultura contemporânea
    Diego Freire | Agência FAPESP – Os novos formatos e linguagens de expressão artística e cultural surgidos com o advento das mídias digitais são tratados no livro Limiares das redes: escritos sobre arte e cultura contemporânea, que reúne ensaios produzidos ao longo de 10 anos de pesquisas conduzidas por Marcus Bastos na Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

    A obra, publicada com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, traz nove ensaios escritos por Bastos, entre 2004 e 2011, que refletem sobre como o surgimento de novas tecnologias transformou a arte e a cultura, abordando o conceito de “cultura remix”.

    “Trata-se de uma tendência contemporânea que começa pela música eletrônica e que se expande, aparecendo no vídeo e na literatura. O remix consiste no uso de materiais preexistentes para a produção de novas obras, modificando suas características e, a partir disso, criando novas expressões artísticas, que deixam marcas das referências iniciais.”

    Dessa forma, o livro aborda como as práticas de “copiar e colar”, nas palavras do autor, transformaram a música, a literatura, o audiovisual e outras expressões artísticas e culturais, tratando ainda de aspectos relacionados aos direitos autorais, especificamente quanto ao sentido de autoria.

    “Essas práticas existem há algum tempo, mas o advento das mídias digitais facilitou o processo de apropriação de referências artísticas”, diz.

    Como exemplos, Bastos cita as obras Garrafa de Suze (1912), de Pablo Picasso, que se apropria de elementos tipográficos de um jornal para compor a tela, e Fenómeno do Êxtase (1933), de Salvador Dalí, uma montagem com recortes de fotografias e frames de filmes.

    “Com o computador, essa apropriação para fins artísticos cresceu em intensidade, tornando-se uma prática contemporânea bastante disseminada como consequência da digitalização. Os ensaios fazem uma tentativa de encontrar elementos para propor uma análise crítica do que, nessa cultura, tem mais ou menos pertinência.”

    Os textos tratam ainda de novas plataformas para manifestações artísticas, como a game art, que utiliza jogos eletrônicos.

    “Os ensaios sobre essa temática abordam novas tendências de design, avaliando, por exemplo, como um dispositivo como um iPad modifica uma série de noções da área. São analisados exemplos da game art de maneira provocativa, propondo o desafio de se pensar a linguagem dos jogos para além dos padrões instituídos, enriquecendo suas sintaxes, encontrando novos formatos e levando a experimentações de novas possibilidades.”

    Há ainda um ensaio a respeito das linguagens artísticas em tempo real, como a performance audiovisual e o cinema ao vivo, relacionado a suas pesquisas mais recentes na área.

    Os textos abordam também aspectos sociais transformados com o surgimento das redes de computadores, em especial a Internet.

    “Uma série de características culturais, econômicas e políticas são típicas desse momento em que as pessoas têm uma capacidade de conexão maior entre elas, o que acaba mudando práticas de consumo, hábitos e a maneira como produzem linguagens.”

    Para o autor, há uma volta à lógica da comunicação de massa nas redes sociais.

    “Há uma reconfiguração do conceito de mídia de massa na cultura em rede, mas o elemento da audiência em canais de autopublicação acaba levando, em certa medida, a um regresso à ideia de grandes audiências dos meios tradicionais, como a televisão”, avaliou.

    O livro abre espaço para ponderações sobre a velocidade com que as práticas nos meios digitais se transformam. Fazendo referência à obra Seis propostas para o próximo milênio, de Ítalo Calvino, o autor escreve Seis propostas para os próximos minutos, refletindo em especial sobre novos formatos audiovisuais.

    “Quem pesquisa nessa área em que a cultura gera novas possibilidades e formatos fica com a sensação de uma certa vertigem, porque tudo muda muito rápido. Este texto procura fazer análises de certos trabalhos que investigam possibilidades em vídeos interativos, mas é necessária uma constante revisão de conceitos. Navegar é preciso, documentar é impreciso.”

    Limiares das redes: escritos sobre arte e cultura contemporânea
    Autor: Marcus Bastos

    Mais informações: Editora Intermeios

    • Muito interessante, Reynaldo. A matéria é atual, foi lançado agora?

      Falamos tanto sobre a cultura do remix estar ou não mais em voga que pensei nisso…

      Abraço,

      Bia

  3. Reynaldo Carvalho

    OI, Bia. Acho que foi lançado em 2014. Gostei da frase “Navegar é preciso, documentar é impreciso”. Abs.

  4. Reynaldo Carvalho

    Ah, ele é o autor daquela tese que você gostou, lembra? Ex-crever …

    Entrevista com o autor:

    http://www.select.art.br/a-fronteira-final/

    Na Select:
    ” A questão principal dos escritos é: quando se fala em cultura de rede, de que cultura estamos falando? E de que rede? Em seus primórdios, a cultura que embasava as redes era uma cultura libertária, beirando ao tecno-anarquismo. Os protocolos de comunicação tinham todo o potencial para fomentar a diversidade, mas, devido às transformações do mercado, as tendências de controle central acabaram ganhando hegemonia.

    Bastos propõe a convivência de diversas vertentes de comunicação, principalmente se a convivência favorecer as comunidades sem acesso aos veículos tradicionais de informação e educação. O problema, segundo o autor, é que, apesar da ambiciosa infraestrutura comunicacional criada, não há o uso e/ou acesso equivalente.

    As redes também desenvolvem protocolos e regras normativas próprias, às vezes favorecendo até o centralismo tecnocrático. Nesse sentido, devemos observar que as instituições tradicionais são significativamente melhores em auto-reflexão e memória de longo prazo do que as redes. A solução, sugerida por Bastos, seria o fomento de coletivos construídos sobre redes estocásticas, passíveis de lidar com regras aleatórias. Esta seria, ao menos em tese, a melhor maneira de se reverter a tendência centralista”.

    Sumário?
    I. Título. II. Escritos sobre arte e cultura contemporânea. III. Cultura da reciclagem. IV. Manifesto antropófago [digitofagia remix]. VI. O veneno da lata. VII. Jogar ou não jogar: games em questão. VIII. Seis propostas para os próximos minutos. IX. Ex-crever?
    XII. Notas sobre economia, num mundo de geografas celulares.
    XIII. Bastos, Marcus Vinicius Fainer. XIV. Intermeios – Casa de Artes e Livro

  5. Reynaldo Carvalho

    Bia, boa noite. Passei o dia reformatando o computador e só agora acabei.
    Mesmo atrasado, parabéns pelo seu dia.

  6. Reynaldo Carvalho

    Bia, ajude a divulgar, por favor.
    Acredito que esse texto tem bastante fundamento:
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ernesto-de-carvalho-temer-adotou-o-choque-e-espanto.html
    Abs.
    Reynaldo

    • Oi Reynaldo, estou viajando. Minha ficha ainda não caiu sobre nosso novo presidente..

      Assim que voltar, leio e divulgo.

      Um abraço

      • Muito bom o texto mesmo, Reynaldo. Gostei dessa parte:

        “Não asfixie o seu espaço de representação, tornando-o apenas espaço de estarrecimento perante o absurdo. Não fique sozinha/o. Não lamente, lute. Simplesmente manter-se informado/a do absurdo mais recente é a pior coisa que você pode fazer.

        Converse com as pessoas, mas não no sentido de apontar “o absurdo”, mas sim no sentido de buscar ações concretas.”

        É isso aí: vamos pra ruas!

  7. Reynaldo Carvalho

    Vale dar uma olhada na wikipedia:
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Choque_e_pavor

  8. Reynaldo Carvalho

    É isso, Bia. Confrontar. Deixando um pouco os canalhas de lado, veja que performance incrível sobre o genial Manifesto Sampler. Já conhecia o texto do poema do Ramon Nunes Mello, mas assim ficou bem melhor.

    E já que o assunto é sampler, envio também um ótimo texto que garimpei. Ignorar só a parte (curta) da propaganda política.
    https://tuliovillaca.wordpress.com/2012/10/04/um-sampler-mil-cidades-40-graus/

    É, esse assunto é mesmo o meu vício.
    Abs.

  9. Reynaldo Carvalho

    Oi, Bia, boa noite.
    Quero me retratar: o livro Sujeito Oculto, de Cristiane Costa, é bom. Vale a leitura, principalmente porque temos o embasamento teórico para entendê-lo melhor. Pode ser lido , na íntegra, aqui:
    https://www.academia.edu/10671791/Sujeito_oculto_-_texto_integral
    “Usando a maestria de ser uma das mais conhecidas pesquisadoras dos horizontes que a mídia digital vem abrindo para a criação de novos formatos narrativos, Cristiane Costa vai fundo nas possibilidades do visual writing, do remix e do sampling, da pirataria criativa, da autoria indefinida e, ainda, da mistura deliberada de gêneros. Trata-se, afinal, de uma ficção, de uma biografia ou de um ensaio crítico?”, pergunta-se Heloisa Buarque de Hollanda na contracapa do livro.
    Abs

    • Oi Reynaldo,

      Lembro que falamos sobre o livro, mas não lembro direito da sua crítica na ocasião.

      E muito bacana ela disponibilizar pra baixar online. Vou tentar negociar isso com a minha editora, já que daqui a pouco completam dois anos do lançamento…

      Um abraço,

      Bia

  10. Jonas Federman

    News?

  11. Pingback: 30/05, exibição do filme Freenet? na ECO/UFRJ | Autoria em rede

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