Mapeamento da produção P2P no Brasil

Estou tendo o privilégio de participar, de 12/11 a 11/12, do curso “As formas colaborativas de produção e o comum”, ministrado por Michel Bauwens, numa promoção conjunta do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e da Escola de Comunicação, ambos da UFRJ.

Bauwens coordena a P2P Foundation, uma organização que estuda o impacto da tecnologia peer to peer na sociedade, isto é, investiga as transformações que a topologia distribuída das redes de comunicação tem trazido para os mais variados campos da atuação humana – política; ciência; cultura; mercado etc.

O modelo P2P se caracteriza por novas dinâmicas produtivas, nas quais predominam a auto-organização entre pares, pessoas criando valor a partir de suas trocas de forma autônoma. Podemos observar esse fenômeno em inúmeros exemplos, como a Wikipédia, estudada aqui neste blog. Já o sistema operacional Linux, tanta vezes citado por aqui, é talvez a principal referência desse novo paradigma produtivo.

Pois bem, uma das propostas do curso é construir um mapeamento de projetos P2P no Brasil. A ideia é incluir todas iniciativas e atividade de produção colaborativa, de economia solidária e de produção de riquezas comuns (digitais ou não). Não é uma tarefa simples, pois o país é muito grande e diverso, com muitas experiências interessantes dentro desse escopo. É preciso um esforço para conseguir fazer um levantamento que seja de fato representativo de toda a diversidade de projetos existentes.

De saída, me lembro de dois mais ligados a áreas que eu pesquiso: o projeto PortoAlegre.CC e o site de cultura Overmundo.

E você, sabe de mais algum projeto que deva estar nesse levantamento? Lembre-se de que podem ser iniciativas não digitais. Se souber, deixe um comentário.

Leia mais sobre o mapeamento.

2 Comentários

Arquivado em Autoria Colaborativa, Commons, Novos negócios, Sites colaborativos

2 Respostas para “Mapeamento da produção P2P no Brasil

  1. Reynaldo Carvalho

    Oi, Bia, tudo bem?
    Você sabe algo sobre esses dois assuntos tão em moda atualmente: Software Studies (Manovich e Cícero da Silva) e Internet das Coisas (André Lemos)?
    Confesso meu analfabetismo nesses temas.
    Outra coisa: você também notou que a expressão “Cultura (ou Era) Remix”
    está cada vez menos sendo usada?
    Abs, um Feliz Natal e um Ótimo 2013.
    Reynaldo Carvalho

    • É, Reynaldo, também na academia existem os temas da moda…

      Eu li um pouco sobre o Software Studies, quando estava pesquisando sobre a autoria maquínica. Os softwares determinam muito mais do que percebemos. Afinal, eles é que nos dão as condições de possibilidade em nossa interação com o computador. Ao mesmo tempo, as apropriações podem inverter tudo ou ao menos mudar muito do que havia sido planejado originalmente. O computador em si é um exemplo disso: criado pra ser uma ferramenta de fazer cálculos e hoje fazemos (quase) tudo através dele.

      A pesquisa do Andre Lemos sobre Internet das coisas eu não conheço, mas imagino que se relacione com a discussão que ele faz já há algum tempo sobre mídias locativas.

      E o termo remix pode até estar sendo menos usado, mas com certeza continua muito presente na cultura.

      Feliz Natal e um excelente 2013 pra vc também!!

      Um abraço,

      Bia

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