Será que a repressão adianta no combate à pirataria?

Esta é a pergunta que abre a edição de 31/10 do programa Mod MTV, apresentado por Ronaldo Lemos.

O programa aborda as causas da pirataria e apresenta os dados da pesquisa “Media piracy in emerging economies”, realizada pelo Social Science Research Council da Columbia University. A partir da análise de casos do Brasil, Índia, Rússia, África do Sul, México e Bolívia, o estudo conclui que a distribuição de cópia não autorizada ocorre sobretudo por causa de problemas econômicos. Leia mais detalhes sobre a pesquisa neste post.

Também propõe pensar a pirataria no contexto da economia das mídias e, para isso, mostra alguns modelos de negócio que estão sendo testados para, ao mesmo tempo, acompanhar as mudanças nas formas de distribuição dos bens culturais e garantir a remuneração dos criadores. Na verdade, talvez nunca tenha havido tantas oportunidades para a invenção de novos empreendimentos na área cultural.

São apresentados alguns exemplos, como o da Datagarden, uma gravadora transdigital que comercializa música através de um formato de revista de arte. Outro caso muito interessante é o do livro “Go the Fuck to Sleep”, do escritor norte-americano Adam Mansbach, que vazou em formato pdf pela rede antes do seu lançamento. O imprevisto, como admite o próprio autor, serviu de marketing para o produto, que logo se tornou um bestseller.

Quem se interessar por este tema, deve ler também a matéria “Quanto uma banda realmente lucra com as vendas e streaming legalizado?”, publicada recentemente no Gizmodo, que traz um depoimento da banda Uniform Motion, do Reino Unido, explicando exatamente quanto da fatia de streaming sobra para os músicos. Posso adiantar que é bem menos do que você imagina.

Infelizmente, o vídeo saiu do ar… (atualização em 17/12/2014)

5 Comentários

Arquivado em Cultura livre, Novos negócios, Pirataria

5 Respostas para “Será que a repressão adianta no combate à pirataria?

  1. Emanuel Vieira

    Gostei muito do vídeo!

    Está em expectativa a solução para a distribuição digital de produtos artísticos que gere retorno para os artistas.

    • Oi Emanuel,

      Sim, um dos maiores desafios da atualidade é encontrar novas formas de remunerar os criadores que seja compatível com a distribuição aberta proporcionada pela comunicação em rede.

      Particularmente, acho a proposta do Compartilhamento Legal muito interessante: a cobrança de uma pequena taxa mensal que permitisse o download irrestrito e redistribuísse os valores para os autores. O Ronaldo Lemos menciona uma ideia parecida no vídeo.

      Valeu a visita e o comentário!

      Um abraço,

      Bia

  2. Reynaldo Carvalho

    Olá, Bia. Dê uma olhada: The ecstasy of influence: A plagiarism
    By Jonathan Lethem
    http://harpers.org/archive/2007/02/0081387
    Abs
    Reynaldo

  3. Pingback: O Pirate Bay caiu, mas a pirataria continua de pé! | Autoria em rede

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