Direitos autorais: para sempre menos um dia

Este vídeo, bem curtinho, mostra de uma forma irônica e bem-humorada como as leis de Direito Autoral se tornaram mais e mais restritivas com o passar dos séculos.

Por exemplo, a primeira lei de Direito Autoral, promulgada na Inglaterra em 1710, previa a detenção de direitos de propriedade sobre uma obra intelectual até 28 anos depois de sua criação. Atualmente são 70 anos depois da morte do autor, quando não há mais o menor sentido na concessão deste direito como forma de incentivar a produção do artista.

O interessante é que o maior beneficiário dessa regulamentação é a indústria cultural. E veja só que paradoxo: a Disney detém os direitos de seus desenhos animados – ninguém pode criar obras derivadas a partir deles – que foram criados a partir de contos populares que já estavam em domínio público na época. Quer dizer, bebeu de graça no manancial da cultura, mas a regra não vale para suas próprias produções.

O vídeo apresenta ainda o exemplo do filme Star Wars pra mostrar como a produção já rendeu enormes lucros e, no entanto, continua proibido o seu uso para o remix e afins. Quem perde com isso é a própria cultura já que as possibilidades de criação ficam limitadas.

Assista e confira.

8 Comentários

Arquivado em Direito Autoral, Propriedade intelectual

8 Respostas para “Direitos autorais: para sempre menos um dia

  1. Reynaldo Carvalho

    Olá, Bia. Não sei se você conhece essa revista. Se puder, dê uma olhada.
    A editora-chefe da revista é a professora Giselle Beiguelman.
    http://www.select.art.br/
    e também Título: UM GUIA PRÁTICO PARA O DESVIO (A User’s Guide to Detournement)
    Autor: Guy Debord e Gil Wolman
    Data: Maio 1956
    http://www.reocities.com/projetoperiferia4/detour.htm
    Abraços
    Reynaldo Carvalho

  2. Oi Reynaldo,

    Sim, conheço a revista Select. É excelente! Falta colocar um link pra ela aqui no blog. Vou fazer isso agora.

    Recentemente eles publicaram uma matéria muito interessante sobre os abusos do direito do autor, já leu? http://ht.ly/6IViK

    Não conhecia o texto do Debord. Valeu a dica.

    Um abraço,

    Bia

  3. Reynaldo Carvalho

    Sim, já tinha lido.
    Existe alguma revista brasileira similar?
    Digo, de grande circulação.
    Abs
    Reynaldo

  4. Tem o Overmundo, que agora edita também uma revista impressa. Mas o tema não é só a cultura digital e sim cultura brasileira, especialmente fora do eixo sudeste http://www.overmundo.com.br/.

    Uma iniciativa interessante é a Zona Digital, mas só online – http://zonadigital.pacc.ufrj.br/. Já conhece?

    Abraço,

    Bia

  5. Reynaldo Carvalho

    Bia, obrigado pelas dicas.
    Entreguei meu trabalho para meu orientador nesse último final de semana. Ele deu o ok, mas estamos no processo de formação da banca. Falta um: você indica alguém que não seja tradicionalista, que aceite essas novas noções acerca de propriedade intelectual, da questão autoral, ec.?
    Em suma, “um dos nossos”. Convidei o Pablo Ortellada mas, até agora, ele não se pronunciou.
    Abraços.
    Reyanldo

    • Oi Reynaldo,

      Pensei no Artur Matuck, meu orientador, e no Guilherme Carboni, que fez pós doc lá na ECA/USP no nosso grupo de pesquisa. Passei os contatos pra vc por email.

      Eu estou escrevendo direto agora, tenho que entregar no início de fevereiro.

      Boa sorte!

      Bia

  6. Reynaldo Carvalho

    Bia, dê uma olhada – Wired: Remix Planet
    http://www.wired.com/wired/archive/13.07/intro.html
    Abs

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