De malas prontas, rumo ao Porto

Estou terminando as providências para embarcar rumo à cidade do Porto, em Portugal, onde vou fazer um Estágio de Doutorando na Universidade Fernando Pessoa, de março até o final de junho.

Meu orientador será o professor Rui Torres, pesquisador da linguagem da hipermídia e autor de obras de escrita digital criativa, como o “Poemário, a sua máquina de sonhar”, que já citei em outro post. Mais sobre o seu trabalho em Telepoesis.net.

Lá pretendo desenvolver o capítulo de minha tese mais ligado ao estudo da linguagem hipertextual. Especialmente quero pensar o papel das interfaces e dos softwares na geração de textos na Internet.

Se a possibilidade de cooperação interativa das tecnologias digitais desloca a noção que se tem sobre a autoria como algo individual, a participação do computador na criação de um discurso desestabiliza de vez essa noção porque coloca em cena um novo agente autoral: a própria máquina.

Como entender isso? Como pensar teoricamente a autoria maquínica? Em que medida a plataforma computacional pode determinar um discurso? É possível encontrar filiações históricas que permitam considerar essa escrita generativa como remediação de práticas de escrita anteriores? Estas são algumas questões que planejo explorar por lá.

Talvez eu demore um pouco mais do que de costume para atualizar o blog, pelo menos enquanto ainda estiver me instalando. Mas tão logo eu possa, voltarei a postar e a compartilhar minhas reflexões sobre os temas relacionados a minha pesquisa.

Até breve!

PS – Quem tiver boas dicas de Portugal, por favor compartilhe!

11 Comentários

Arquivado em Autoria maquínica, Linguagem Digital

11 Respostas para “De malas prontas, rumo ao Porto

  1. Reynaldo Carvalho

    Boa viagem. Que tudo seja muito proveitoso. Para quando você for a Lisboa, envio trecho de matéria recente: “RIO – Foi-se o tempo em que Portugal era referência mundial apenas em navegações ultramarinas e bolinho de bacalhau. Pelo quarto ano consecutivo, os albergues de Lisboa dominam a lista dos melhores do mundo na eleição do site Hostel World ( hostelworld.com ), especializado neste tipo de acomodação. O prêmio, oportunamente batizado de Hoscar, consagrou três albergues lisboetas nas primeiras posições da categoria “Mundo”, respectivamente: Travellers House, Lisbon Lounge Hostel e Living Lounge Hostel. O grande vencedor foi o Travellers House ( http://www.travellershouse.com , diárias a partir de 15 euros). Além do prêmio principal, ele foi eleito o melhor nas categorias “Albergues grandes” (mais de 50 leitos), “Ambiente”, “Segurança”, “Equipe” e “Diversão”. Sua avaliação geral foi 98% positiva, muito em parte ao know how dos proprietários, os ex-mochileiros Tiago Venâncio e Gonçalo Figueiró, que já encararam muitos albergues mundo afora.

    A reboque vem o vice campeão, também “alfacinha”, Lisbon Lounge Hostel ( http://www.lisbonloungehostel.com , diárias a partir de 18 euros), vencedor nas categorias “Albergues pequenos” (até 50 leitos) e “Limpeza”. Em terceiro (também pelo terceiro ano consecutivo) ficou o vizinho Living Lounge Hostel ( http://www.myspace.com/loungehostel , diárias a partir de 18 euros), que também faturou o segundo lugar na categoria “Albergues grandes”. Dos vencedores, é o mais novo, inaugurado em julho de 2008.

  2. Reynaldo Carvalho

    Bia, segue um texto publicado no Prosa Online, de O Globo:
    Lewis Hyde: entre as ideias e o mercado
    Ao fazer da revisão do anteprojeto da nova Lei de Direito Autoral um dos temas principais do início de sua gestão, a ministra da Cultura Ana de Hollanda não apenas desagradou setores que apoiavam a reforma debatida ao longo das gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira no MinC, como também chamou atenção para a dificuldade existente, ainda hoje, para definir os limites e funções da propriedade intelectual. Esta semana, a ministra e compositora afirmou à revista “Carta Capital” que pensa o direito autoral como “uma questão trabalhista” (“Se o criador perder o direito a receber pelo seu trabalho, vai viver do quê?”, perguntou), uma posição que reflete aquela defendida por parte da classe artística, mas que provocou críticas dos defensores da flexibilização da atual legislação, entre os quais estão muitos artistas.

    Os dilemas da propriedade intelectual e a relação entre artista e mercado são objeto de estudo do ensaísta americano Lewis Hyde, que há três décadas escreve sobre o que chama de “a vida pública da imaginação”. Pesquisador do Centro de Internet e Sociedade da Universidade de Harvard e professor de escrita do Kenyon College, Hyde gosta de se definir como “poeta, tradutor e acadêmico freelancer”. A partir de sua dupla experiência como artista e pesquisador, publicou em 1983 o livro “A dádiva” (lançado aqui recentemente pela Civilização Brasileira, com tradução de Maria Alice Máximo), no qual reflete sobre a a dificuldade de tratar obras de arte como mercadoria. O livro se tornou um sucesso especialmente entre artistas, como se pode notar pelos elogios efusivos de escritores como David Foster Wallace, Margaret Atwood, Zadie Smith e Geoff Dyer exibidos no site do autor.

    No livro, Hyde usa o conceito antropológico de “dádiva” (no sentido de “dom” ou “doação”) para definir a relação entre artista e público: segundo o autor, assim como na troca de dádivas, essa relação é marcada por um vínculo emocional que não existe na simples troca de mercadorias. Assim, “as obras de arte existem simultaneamente em duas ‘economias’: a economia de mercado e a economia de doação”, o que leva o artista a “sofrer uma constante tensão entre a esfera da doação, à qual sua obra pertence, e a sociedade de mercado, que é seu contexto”, escreve. Essa tensão pode ser ilustrada, por exemplo, pela figura do artista que quer fazer sua obra circular pela internet, mas encontra empecilhos legais ou financeiros para isso.

    Autor de outras obras sobre o tema, como o recente “Common as air” (“Comum como o ar”, inédito no Brasil), que discute a história da propriedade intelectual do século XVIII até os tempos de Creative Commons, Hyde conversou por e-mail com o GLOBO sobre os impasses contemporâneos na legislação sobre propriedade intelectual. Hyde mostrou acompanhar os debates sobre o tema no Brasil e criticou a postura da ministra Ana de Hollanda na polêmica sobre direitos autorais.

    Você resume seu campo de estudo como “a vida pública da imaginação”. Como defini-lo e quais são os principais desafios nesse campo?

    LEWIS HYDE: Tanto a poesia quanto a política sempre foram importantes para mim desde a juventude, e a expressão “vida pública da imaginação” tenta capturar isso. Conversando com um amigo, Goethe uma vez respondeu à pergunta “Quem sou eu?” da seguinte forma: “Guardei e usei tudo que vi, ouvi e observei. Minhas obras foram nutridas por incontáveis indivíduos, inocentes e sábios, brilhantes e estúpidos. Infância, maturidade e velhice me trouxeram seus pensamentos, suas perspectivas de vida. Frequentemente colhi o que outros plantaram. Meu trabalho é obra de um ser coletivo que carrega o nome de Goethe”. Concordo com essa imagem. Grandes criadores são “seres coletivos”, não indivíduos isolados. Quanto ao “principal desafio”, é o impulso político de privatizar tudo, especialmente, agora, as artes e ideias. Não me oponho à propriedade privada nem à “propriedade intelectual”, mas é preciso haver um equilíbrio entre o privado e o comum. O equilíbrio tradicional está sob ataque.

    Em “A dádiva”, você especula sobre relações entre propriedade intelectual e culturas baseadas na dádiva. Como a noção de “dádiva” pode ajudar a pensar a propriedade intelectual?

    HYDE: Por trás de sua pergunta há outra: o que é “propriedade”? Em “Comum como o ar”, respondo com uma antiga definição: “propriedade é um direito de ação”. Se sou o proprietário de uma casa, há muitas ações que posso tomar em relação a ela (pintá-la, vendê-la, emprestá-la a um amigo…) e também há ações que não posso tomar — como, por exemplo, usá-la para estocar armas nucleares. Se tenho o direito de dar algo, então isso também é um tipo de propriedade, baseada na dádiva. Normalmente falamos de “propriedade intelectual” só em termos de um direito de excluir, mas poderíamos facilmente pensá-la em termos de um direito de doar. Muitos pesquisadores entendem que não há como ganhar muito dinheiro com suas ideias; eles preferem vê-las em circulação. Artigos publicados em periódicos acadêmicos são por isso chamados de “contribuições”. São propriedades baseadas na dádiva. No livro, tento esclarecer até que ponto muito do que pensamos hoje como “propriedade intelectual” é também propriedade comum, baseada na dádiva.

    O livro trabalha com a noção de “bens culturais comuns” (cultural commons). Como você a define?

    HYDE: Os bens culturais comuns são aquele grande estoque de arte e ideias que herdamos e que continuamos a criar. Os escritos de Shakespeare, Mark Twain, Tolstói, José de Alencar; o conhecimento sobre como fazer aspirinas e motores a vapor ou transístores; tudo isso e mais.

    Em “Comum como o ar”, você defende a importância de conhecer o debate por trás da noção contemporânea de “propriedade intelectual”. O que é preciso saber sobre a história desse debate?

    HYDE: Esse argumento é desenvolvido em mais de 100 páginas, então é difícil dar uma resposta breve. Mas aqui vai um resumo. No século XVIII, se o Estado lhe dava direitos sobre uma obra, ele não estava reconhecendo um direito natural à propriedade, estava conferindo um monopólio. Você tinha o privilégio, por um tempo limitado, de controlar a expressão que havia criado. O limite de tempo era importante porque, na experiência europeia, o controle perpétuo da expressão havia sido frequentemente uma ferramenta de despotismo. Postos em termos positivos, os limites ao monopólio ajudaram a criar uma esfera pública de debate aberto e deliberação, que, por sua vez, ajudou a criar nações autogovernantes.

    E como as leis atuais de direito autoral afetam a circulação daquelas obras e ideias que você considera bens culturais comuns?

    HYDE: O direito autoral se expandiu imensamente desde sua invenção no século XVIII. Em sua origem, esse direito garantia até 28 anos de controle sobre cópias integrais de uma obra. Além do mais, para garantir esse controle o autor tinha que registrar a obra, pagar uma pequena taxa, e colocar uma notificação de direito autoral no livro impresso. Tudo isso mudou. Na maioria dos países, a exigência de registro caiu e o termo de propriedade pode durar até um século. Nesse e em muitos outros sentidos, o direito autoral se expandiu incessantemente, e cada expansão significa um cerceamento do que antes era comum.

    Na sua opinião, o que organizações como o Creative Commons podem fazer para modernizar as leis atuais de propriedade intelectual?

    HYDE: Muitos projetos procuram ampliar o conceito de bens culturais comuns trabalhando dentro da lei. O Creative Commons é o mais conhecido, oferecendo já há uma década um pacote de licenças que permitem que os proprietários publiquem suas criações sob termos mais liberais do que os oferecidos pela lei de direito autoral padrão. Um compositor amador pode, por exemplo, lançar suas canções sob uma licença “Atribuição — Uso Não Comercial” que diz, essencialmente: “Qualquer um é livre para copiar essa música, remixá-la ou adaptá-la, desde que me cite como autor e não a use para fazer dinheiro”. Ou um poeta que se preocupa com a integridade de seus textos pode usar a licença “Atribuição — Uso Não Comercial — Não a Obras Derivadas”, que diz a mesma coisa, mas acrescenta que usuários “não podem alterar, transformar nem acrescentar nada à obra”. As licenças Creative Commons permitem que milhões de obras circulem sem os problemas de permissão e taxas que automaticamente afetam todo material protegido por direitos autorais. Devo dizer que não entendo a ordem recente da nova ministra da Cultura brasileira, Ana de Hollanda, para a retirada da licença Creative Commons do site do ministério. Para dizer o mínimo, a mudança oferece a oportunidade de discutir os propósitos do direito autoral.

    Além do Creative Commons, que outras iniciativas você destacaria?

    HYDE: Aplaudo o movimento pelo “Livre Acesso” (“Open Access”) encontrado hoje em muitas instituições de ensino superior. Nos Estados Unidos, muitas universidade, incluindo Harvard, pedem que os professores coloquem suas pesquisas na internet para download grátis. A adesão é voluntária, mas o Acesso Livre está se tornando um procedimento padrão nas publicações acadêmicas. Outro movimento importante exige o “uso justo” (“fair use”) dos direitos. As leis americanas estipulam que “o uso justo de obras protegidas por direito autoral… para fins como crítica, comentário, jornalismo, ensino (incluindo múltiplas cópias para uso em sala de aula) e pesquisa não infringe o direito autoral”. Muitas comunidades criativas têm trabalhado nos últimos anos para esclarecer esses direitos. Em alguns sentidos, o Brasil está à frente dos Estados Unidos nessa questão do “uso justo”. Nos Estados Unidos, é ilegal contornar as restrições de DRM (sigla para “Digital Rights Management”, ou “Gestão de direitos digitais”), mesmo que para uso considerado “justo” em circunstâncias normais. Até onde sei, no Brasil é possível quebrar o DRM sem quebrar a lei, desde que não se cometa violação de direito autoral. Além disso, um detentor de direitos que usa DRM que restringe ações permitidas pela lei brasileira está sujeito a multa.

    Em “A dádiva”, você fala sobre a dificuldade de conciliar as esferas da prática artística e do mercado, mas diz que, ainda assim, é preciso buscar essa conciliação, sem prejudicar a porção de “dádiva” da arte. Que conciliação é possível?

    HYDE: Há três ou quatro respostas possíveis. Assumindo que existe uma verdadeira incongruência entre ganhar a vida e fazer arte, muitos artistas escolhem uma vida de pobreza voluntária. Vivem com pouco e constroem sua obra. Em segundo lugar, há sociedades que reconhecem esse problema e apoiam artistas de maneiras não-mercadológicas. O patronato era uma forma arcaica desse tipo de apoio, e hoje temos fundações privadas e bolsas públicas. Em terceiro lugar, muitos artistas têm um segundo emprego, removendo da arte o fardo de ter que pagar suas contas. Até ensinar a própria arte é uma espécie de segundo emprego (eu mesmo ensino escrita, o que não é a mesma coisa que escrever). Por fim, existem aqueles poucos felizardos que vivem diretamente de seu trabalho, romancistas, pintores e dramaturgos de sucesso. Bravo para eles.

    • Oi Reynaldo,
      Li ontem esta entrevista, muito boa.

      Destaque para a frase que ele cita: “Meu trabalho é obra de um ser coletivo que carrega o nome de Goethe”. E depois acrescenta: Grandes criadores são “seres coletivos”, não indivíduos isolados.

      Já vou encomendar o livro dele…

      Um abraço,

      Bia

  3. Reynaldo Carvalho

    Bia, você conhece a turma da Gambiologia?
    Eles tem um MetaLivro intitulado justamente de “Gambiologia”, mas não estou conseguindo baixar. De qualquer modo, veja aqui:
    http://mutgamb.org/chamadas/gambiologia e
    http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3150
    Envio uma parte que uso na minha tese: repare na noção genial que suplanta as ideias líquidas do Bauman.
    Sobre gambiarra, ensinam Felipe Fonseca e Hernani Dimantas
    “A gambiarra aparece como a arte de fazer. A re-existência do faça-você-mesmo. (…) Fazer para modificar o mundo. Um contraponto ao empreendedor selvagem. (…) A inovação está presente no DNA pós-moderno, no pós-humano. Numa vida gasosa. Abrimos aqui parênteses para fazer uma crítica ao Bauman com suas diversas modernidades líquidas. O líquido se acomoda ao recipiente. Seja um copo, um vaso ou apenas a terra contra a qual o oceano se deixa existir. O gasoso flui no espaço, no tempo e no ser em existência. Não só líquida ou gasosa, a pós-modernidade é a multiplicidade de estados que se misturam. (…) Uma gambiarra que remixa, modifica, transforma e se mistura. Traço comum (…) do improviso, (…) da transformação de realidades a partir da multiplicidade de usos. (…) O potencial de desvio e reinterpretação em cada uso. A inovação tática, acontecendo no dia a dia, em toda parte.Gambiarra é um termo em português que no dicionário denota uma extensão elétrica, mas ali no mundo real adotou (naturalmente?) outro significado ao qual só podemos tentar aproximações: improviso, solução temporária, bricolage, desconstrução, precariedade. (…)
    Mas a gambiarra é muito mais do que isso. O ideal de sociedade hiper-especializada, com conhecimento compartimentado, guardado em gavetinhas e vendido em embalagens brilhantes, já deu sinais de esgotamento.(…) A entrada das novas tecnologias nos tem aberto alguns espaços. As pessoas estão cada vez mais construindo atalhos para a participação em rede. Grupos de afinidade se encontrando para organizar hacklabs, iniciativas faça-você-mesmo, software livre, robótica de baixo custo, hardware aberto e experimentos de diversas naturezas. (…) Da mesma forma, é também fundamental questionar o uso de um referencial da gambiarra como mero instrumento de renovação estética, sem tratar desse aspecto importante de entender a criatividade como processo distribuído e transformador. Fica no ar a pergunta de Aracy Amaral citada em artigo de Juliana Monachesi questionando a chamada “estética da gambiarra” na mostra Rumos Artes Visuais 2005-2006 – Paradoxos Brasil: “Seria uma circunstância necessária com que os artistas brasileiros se deparam para produzir ou trabalhar com o descarte tornou-se um maneirismo?”. A gambiarra não pode ser mero ornamento formal para ocupar galerias – para desenvolver toda sua potência precisa ser legitimada, perder a aura de atraso e envolver cada vez mais gente na perspectiva de criatividade tática. Essas são as bases da Gambiologia. Não pretendemos um elogio da precariedade, do que é abaixo do ideal, daquilo que está aquém. Não, estamos atuando e construindo um mundo em que toda condição é vista como abundância. Com o espectro da invenção latente no dia a dia, qualquer problema é pequeno. Basta exercitar o olhar”.
    Abraços

  4. Reynaldo Carvalho

    Chamada para projetos: Agora – Criações em Rede
    Interessados tem até o dia 25 de fevereiro para enviarem propostas que “difundam a colaboração, cultura livre, licença livre, remixagem, reuso, reciclagem” e concorrem ao processo de seleção do evento Agora: Criações em Rede.
    Agora: Criações em Rede acontecerá em Porto Alegre entre maio e agosto de 2011, e contará com uma parte de exposições artísticas e outra de exposições online. Nessa última serão expostos cinco projetos considerados exemplos de tecnologia social que merecem ser replicadas.
    Sob curadoria de Juan Freire, o evento conta com Karla Brunet na seleção de projetos brasileiros.Segundo Karla, a intenção é “fazer um site onde os selecionados irão expor. E na expo artística haverão computadores onde as pessoas poderão navegar pelos projetos, ver entrevistas, saber mais. Quem estiver desenvolvendo algum projeto nesta temática e queria me mandar seu link, adoraria🙂
    Podem mandar direto para o email listas@karlabrunet.com“.
    Ver em http://mutgamb.org/

  5. Reynaldo Carvalho

    Tomara que você goste.
    “E ainda tem a onda do compartilhar. Tenho repensado bastante toda essa mitologia que a
    gente ajudou de alguma forma a criar nesses últimos anos, e vejo que tem um monte de
    pontos não explorados, que ecoam até no processo de desenvolvimento do site da rede
    que eu tenho tentado tocar. Por exemplo: muitas vezes deixamos de explorar uma
    diferença essencial: publicar na web, mesmo que com licenças livres, não é colaborar.
    Pode ser uma colaboração em potencial, mas o mero fato de deixar disponível para
    compartilhamento não é em si uma ação efetiva de colaboração. Colaborar envolve
    negociar, engajar-se, assumir responsabilidades, decidir coisas, e principalmente coordenar,
    no sentido de adaptar os meus recursos e a minha ação ao ambiente, às pessoas
    que estão participando e aos recursos que elas têm e oferecem. Assim, vou continuar não
    aceitando as sugestões de transformar o ambiente online da MetaReciclagem em um mero
    agregador, que por sinal já existe. E pra quem quiser colaborar, segue o baile”.
    http://pub.descentro.org/midia/mutirao_01_beta_2.pdf

  6. Reynaldo Carvalho

    http://mutgamb.org/sites/mutirao.metareciclagem.org/files/gambiologia.pdf
    Este é o link para a versão preliminar do livro Gambiologia, ainda não revista. Tem alguns pequenos erros, mas não consegui disponibilizar a versão final.
    Abs e bom Carnaval (Salgueeeeeiiiiiroooooo !!!!!!!!!!!!!)

  7. Reynaldo Carvalho

    ABCIBER – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM CIBERCULTURA
    http://abciber.org/index1024.html

    • Oi Reynaldo,

      Bem lembrado! Participei do simpósio da ABCiber nos dois últimos anos, mas não tinha colocado ainda o link aqui no blog.

      Vale lembrar que os sites dos simpósios anuais têm os arquivos dos trabalhos apresentados.

      Um abraço,
      Bia

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